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| Nº 300
/ 17 Ter, 18 Dez 2001 |
O melhor do MundoOs votos de Queiroz e Humberto, de Angola, Moçambique e Cabo Verde, do Brasil e de René Simões, antigo treinador do Guimarães, dão ao fantástico triunfo de Figo na eleição da FIFA um tom português que o médio do Real Madrid, provavelmente sem conhecer a fundo as suas raízes, nunca pôs de lado no seu discursoJOSÉ MANUEL RIBEIRO, em Zurique
Só nos primeiros sete votos estão 35 pontos, sem os quais Figo não seria agora o melhor do Mundo, embora lhe sobrasse mais do que o suficiente para ficar bem à frente de Raúl, a aposta do Real Madrid para a sua festa do centenário, que agora se terá de fazer em redor do português e não do espanhol. O Real Madrid é, de resto, um vencedor dê por onde der. Vence porque levou para casa o melhor e o terceiro melhor do Mundo, mas também porque a revelação da lista completa descobriu no quarto lugar nada menos do que Zinedine Zidane, outra das pérolas do Santiago Bernabéu, ele próprio galardoado em 2000, à frente de... Figo, evidentemente. A festa foi pequenina, numa perspectiva portuguesa da coisa. O salão era abafado, minimalista, o espectáculo curto e pouco relevante - umas canções do italiano Zuchero e de um grupo de miúdos alemães -, a glória em redor de Figo bem intencionada mas insuficiente. Houve uma tentativa de encenação holywoodesca, fraquinha, amplamente ultrapassada pelo talento para o improviso de Platini (Quando a apresentadora contratada confessou que o francês fora o seu ídolo, em tempos, Michel entrou em cena com um sorriso malandro e pré-fabricado. "So. I'm his idol, hã?" - Então, sou o ídolo DELE, hã? Mau inglês, talento para a comédia; quem sabe dizer?") A pressão desvaneceu-se e os prémios também. Abriu-se o caminho para o momento-chave, ainda que o jornal "Marca" tivesse adiantado muito cedo que Figo vencera. Beckham levara a mulher, provavelmente pensando que seria desta (David fora segundo em 1999), mas o mais que tirou daí foi uma piada de Blatter. "Um jogador", disse o suíço enquanto anunciava a derrota, "que conhece os segredos da Victoria". Quem mais havia de os conhecer? E por fim, Figo, a meias com a derrota de Raúl, quase como uma reedição da luta pela organização do Euro'2004. O português recebeu o seu prémio, agradeceu aos colegas de equipa e de selecção, e insistiu, porque era essa a sua mensagem do dia, em sublinhar o orgulho que tinha no seu país.
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